Diga ao João...
Ele passou batido. Pensava saber, não sabia.
Deixou de lado o mais importante. Pegou o caminho errado e bifurcou o entroncamento. Cara mais sem lógica.
Como dizia o mestre da malandragem dialética: ele definitivamente peidou na farofa de ovo. Comeu pão com gelo. E depois pediu penico vázio. Um verdadeiro vacuo local. Vá com ele, vá!
Diz pra ele deixar de ser pidão. Ou seja: diga ao infeliz para ele deixar de pedir grande e fazer a cotação do cumprimento aleatório do tatuado alheio.
Ele tem que parar de cantar. Voz triste. Pingueira. Goteira no mesmo penico vázio...
O cara é um desgraçado. Miserável. Só nanceu uma vez e veio daquele jeito. É de se ter pena.
Manda ele largar aquela geringonça a quem ele chama de mulher. Aquele troço é torta e tem uma perna morta e um braço seco que furou num prego e tem um olho cego e só tem uma mão. Acumulou defeitos na vida. O mais importante deles é o João.
Porém diga com calma que ele é um qualquer um. E quando ele perguntar quem foi o emissor, diga-lhe o meu codinome: chamo-me Fax Call 1-800 - help for assistance. Meu apelido é Jhon. Quando em perigo, deprecio os homens chamando-os de João. Por favor... Deixe-me um último pedido. Posso mandar um recado para o João... Juro, depois você pode atirar. Então.
Diga ao João...
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