sábado, março 06, 2004

Encontro com o Japa

Depois do papo com Hideaki cheguei a uma conclusão cabal: a melhor coisa que fiz no ultimo ano foi sair de Montpellier. O lugar é um ninho de amores rancorosos onde o ar marfesoliano é o guia sentimental da péssima conduta intelectual de alguns eruditos.
Hideaki faz um trabalho sobre diferenças culturais entre o Japão e a França. E o que senti de nossa conversa foi um temor da parte do Japa, qualquer tentativa dele para dar rigor às apirações científicas do trabalho parecem absurdas naquele lugar. Ele quer ser sério e não pode. Vê se pode!
Hoje no final da tarde vou ter um outro encontro a "trabalho". Vou encontrar com a doutoranda Maira. Ela leu meus esboços e planos e vai me dar conselhos. Estou preocupado.
Eh tudo. Se tiver saco, mais tarde conto o encontro com Maira.

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Quem sou eu (no blogue)

Recife, Pernambuco, Brazil
Aqui farei meu diario quase intimo. Mentirei quando preciso. Escreverei em português e, mal ou bem, seguirei com certa coerência as ocilações do espirito, carater e gosto. Desprovido de inteligência precisa, justa será apenas o nome da medida que busca o razoavel no dito. Esperançoso. Jovem gasto, figura preguiçosa e de melancolia tropical sem substância. Porém, como já exprimido em primeiro adjetivo, qualificado e classificado na etiqueta quixotesca. Com Dulceneas e figuras estranhas o "oxymore" pode ser visto como ode a uma máxima de realismo outro do de Cervantes: "bien écrire le médiocre", dizia Flaubert. Mediocres serão meus dizeres. Bem ditos, duvido. Por isso convenho: os grandes nomes citados não devem causar efeito de legitimação. E previno: o estilo do autor das linhas prometidas é tosco, complicado e chato. O importante é misturar minha miséria com outras. Assim o bem dito será o nome de uma vontade de partilhar uma condição e não o da sutileza formal. A bem dizer, aqui findo com minha introdução.